Louco ou estrategista? O que pode estar por trás do desfile militar organizado pelo ditador Kim Jong-un

Há suspeitas de que os armamentos exibidos durante o evento sejam falsos e até feitos de madeira
 
 
Mísseis e caminhões imponentes, soldados com seus rostos pintados e enfileirados, armas empunhadas e marchas perfeitamente coordenadas. No último sábado (15), o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, realizou o tradicional desfile militar em comemoração ao Dia do Sol, que neste ano celebrou o 105º aniversário do fundador do país, Kim Il-sung. E se a estratégia era impressionar, o plano deu certo.

Após várias nações do mundo demonstrarem temor pelo possível poder bélico da Coreia do Norte, sobretudo com suspeita que o país tenha um arsenal de armas químicas, desde que o evento terminou, várias questionamentos começaram a surgir sobre a veracidade dos armamentos.

Segundo relatos de pessoas que estiveram presentes no evento, os desfiles foram muito organizados para ser verdadeiros. A principal suspeita é que os armamentos sejam falsos e que o objetivo de Kim Jong-un seja mostrar que a Coreia do Norte tem condições de responder militarmente a sanções econômicas aplicadas por outros países do mundo.

Houve comentários de visitantes que até alegaram que um dos dispositivos exibidos especificamente seria feito de madeira e teria sido pintado para enganar o público e o mundo.

Essa não é a primeira vez que surgem suspeitas de que a Coreia do Norte exibiu equipamentos falsos durante desfiles. Em 2012, especialistas alemães que estudaram as fotos divulgadas chegaram à conclusão que as armas não seguiam padrões de fabricação diferentes.

Na ocasião, esses alemães até publicaram algum artigo que listava quais eram as diferenças entre as armas apresentadas pela Coreia do Norte e as fabricadas por outros países. “O que permanece incerto é se eles foram feitos desse jeito para confundir analistas estrangeiros ou se os designers simplesmente fizeram um trabalho ruim”, dizia o artigo.

Apesar das suspeitas, países como os Estados Unidos, Japão, China e Coreia do Sul preferem não subestimar as declarações de Kim Jong-un de que teria um poderoso arsenal químico para uma eventual guerra.

Prova disso, é que o país comandado por Donald Trump teria sabotado com ciberataques o teste de míssil da Coreia do Norte realizado no mesmo dia do desfile, que acabou falhando.

A teoria que circula na web e nos jornais britânicos é do político conservador Malcom Rifkind, ex-ministro das Relações Exteriores e ex-ministro da Defesa no governo de John Major. De acordo com ele, este e todos os outros testes realizados pela Coreia do Norte que falharam teriam sido sabotados por hackers do governo norte-americano.

Na semana passada, os EUA e a Coreia do Norte trocaram provocações e ameaças de uma guerra nuclear, elevando o clima de tensão na península coreana.
 
 
Do R7
Foto: REUTERS

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